Após uma intensa polêmica que culminou na perda de prêmios no Indie Game Awards, Guillaume Bodin, diretor de Clair Obscur: Expedition 33, se pronunciou para esclarecer o uso de inteligência artificial no desenvolvimento do jogo. [24] A controvérsia ganhou força durante a temporada de premiações, levantando um amplo debate na comunidade gamer sobre a utilização de IA generativa.
Esclarecimentos sobre o Uso da IA
Em sua declaração, Bodin reiterou que a IA foi utilizada de forma limitada e apenas para processos internos, como a busca por texturas “placeholders”, e não em áreas criativas do projeto. [22] O diretor foi enfático ao afirmar que todo o conteúdo artístico final do jogo, incluindo artes conceituais e trabalho de vozes, foi realizado inteiramente por artistas humanos. [22] Ele também se comprometeu a não utilizar mais a tecnologia em projetos futuros para evitar novas controvérsias.
O Contexto da Polêmica na Indústria
A discussão sobre o uso de IA em Clair Obscur gerou um debate maior na indústria de jogos. [20, 24] O caso levantou questões sobre transparência e os limites éticos da automação no processo criativo. A decisão de algumas premiações de desqualificar o título reflete a preocupação crescente com o tema. [24]
- Uso Restrito: A IA foi usada apenas para elementos provisórios, não para a criação de assets finais. [22]
- Produção Humana: Todas as artes conceituais e dublagens foram criadas por profissionais. [22]
- Compromisso Futuro: O estúdio Sandfall Interactive afirmou que não usará IA em seus próximos jogos. [22]
O pronunciamento do diretor busca trazer transparência e reafirmar o valor do trabalho humano no aclamado RPG, enquanto a indústria de games continua a debater o papel e os limites da inteligência artificial no futuro do desenvolvimento de jogos.
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